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POPULAÇÃO DEVE ECONOMIZAR ÁGUA

Nesta sexta 10/10 o presidente do SAAE convoca a população para economizar água em virtude da ausência de chuvas e forte calor na região.

 

COMUNICADO

Senhores Clientes;

Este ano de 2014 toda equipe do Serviço Autônomo de Água e Esgoto-SAAE empreendeu esforços na operação e melhoria do sistema de abastecimento de água. Esta ação proporcionou atender toda população sem interrupção no fornecimento nos últimos 10 meses. Tal condição somou-se as Vossas colaborações no uso consciente da água, evitando desperdício e consequentemente fez chegar água com força em todos os bairros e Distritos que tinham abastecimento precário. Queremos continuar nesta parceria, pois a nossa missão é garantir água de qualidade com suficiência diária para todos.

Com este cenário de sucesso até então, queremos partilhar a nossa preocupação com a redução de água em nossos mananciais em Casimiro de Abreu, Professor Souza e Rio Dourado, repetindo os fenômenos de escassez presentes em várias cidades brasileiras, especialmente no Estado de São Paulo, pois a falta de chuvas aumenta o calor, o consumo e também evapora ainda mais a água disponível para captação, tratamento e distribuição.

Estamos tratando do assunto com a maior seriedade e investindo para que já no próximo ano as capacidades de captação, tratamento e armazenamento sejam triplicadas tanto na Sede como nos Distritos e para isso estamos alocando mais de 5 milhões para obras e serviços.

Diante disso, convocamos  todos para que reduzam o consumo de água ao mínimo necessário para que a quantidade disponível nas captações seja suficiente para evitar racionamento ou interrupção intermitente no fornecimento.

Contamos  com a sua colaboração, muito obrigado.

Casimiro de Abreu, 10 de outubro de 2014.

ELIEZER CRISPIM PINTO

Presidente do SAAE

Falta-de-água

ÁGUA POTÁVEL NAS COMUNIDADES RURAIS

Serviço Autônomo de Água e Esgoto abastece comunidades rurais com água potável

Ação tem colaborado para a melhoria na qualidade de vida dos moradores

 

O consumo de água de boa qualidade é um dos fatores que contribuem para a qualidade de vida da população. Pensando nisso, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Casimiro de Abreu, começou a distribuição de água potável nas comunidades rurais do município.

O serviço é realizado por um caminhão pipa, que recolhe a água na própria estação de tratamento da empresa. A primeira localidade a receber o benefício foi a de Sebastião Lan, mais conhecida como Varjão, localizada às margens do rio São João. Nesse local, cerca de 80 famílias estão sendo contempladas durante a fase inicial do projeto piloto.

 

Uma das beneficiadas é a moradora do Suely Gonçalves. Ela sempre aguarda, com as caixas de água limpas, o caminhão pipa chegar.  "Agora está ótimo. Utilizamos esta água para cozinhar e tomar banho. Se esse serviço não fosse realizado não saberia como fazer". Quem também está comemorando é Palmira Ribeiro. Ela chegou ao município há pouco tempo para morar com o filho e avalia o serviço prestado como positivo. "Melhorou bastante a nossa condição de vida". 

 

 

De acordo com o presidente do SAAE, Eliezer Crispim, a ideia principal da medida é levar água potável às comunidades rurais. "Estamos trabalhando sempre para levar um bom serviço a nossa população. Sabemos que isso é fundamental para garantir a qualidade de vida de todos". Eliezer não descartou que em um futuro próximo, o Varjão poderá receber uma mini estação de tratamento.

 

Para conseguir o benefício, os moradores devem se cadastrar no SAAE e pagar a tarifa mínima de R$ 18,90 mensais por dez mil litros de água. O prédio fica localizado na Rua Pastor Luís Laurentino da Silva, número 109, Centro. Mais informações por telefone 2778-1581.

Publicado em 18/9/2014

 

SANEAMENTO NO BRASIL

 

Definição:

 

 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social. É o conjunto de medidas adotadas em um local para melhorar a vida e a saúde dos habitantes, impedindo que fatores físicos de efeitos nocivos possam prejudicar as pessoas no seu bem-estar físico mental e social. Essas medidas devem ser adotadas pelos três níveis de governo (Municipal, Estadual e Federal) e contemplar o abastecimento de água tratada; coleta e tratamento de esgoto; limpeza urbana; manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais.

Lei do Saneamento:

 Em 2007, após décadas de discussões e diferentes projetos de lei, a Lei Federal 11.445 foi sancionada e estabelece as diretrizes nacionais e a política federal ao saneamento. A partir da nova lei ficou definido que o planejamento do saneamento básico está a cargo do município, e a prestação dos serviços pode ser feito pelo ente público municipal ou por concessionária pública e/ou privada.
Dados Gerais:
Saneamento no Brasil Trata Brasil
 
 
A média de consumo de água dos brasileiros em 2012 foi de 167,5 litros por habitante ao dia (aumento de 4,9% com relação a 2011).
 
Menor consumo no Nordeste (131,2 litros); maior consumo no Sudeste (194,8 litros);
 
O setor de saneamento gerou 726,6 mil empregos diretos e indiretos em todo o país com receitas totais, em água e esgotos, de R$83,2 bilhões;
 
Investimentos:
 
O custo para universalizar o acesso aos 4 serviços do saneamento (água, esgotos, resíduos e drenagem) é de R$ 508 bilhões, no período de 2014 a 2033.
Para universalização da água e dos esgotos esse custo será de R$ 303 bilhões em 20 anos.
7 milhõesde habitantes ainda não têm acesso a banheiro.
Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2012); Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB); Progress on Sanitation and Drinking-Water, 2014-OMS/UNICEF.

CRISE DE ÁGUA EM SÃO PAULO

Falta de água é culpa do governo de SP, afirma relatora da ONU.

Relatora das Nações Unidas para a questão da água, a portuguesa Catarina de Albuquerque, 44, afirma que a grave crise hídrica em São Paulo é de responsabilidade do governo do Estado. "E não sou a única a achar isso."

CatarinaEla visitou o Brasil em dezembro de 2013, a convite do governo federal. De volta ao país, ela falou com a Folha na semana passada em Campinas, após participar de um debate sobre a crise da água em São Paulo.

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) nega que faltem investimentos e atribui a crise à falta de chuvas nos últimos meses, que classifica como "excepcional" e "inimaginável".

A seguir, trechos da entrevista à Folha.

Folha - Que lições devemos tirar desta crise?

Catarina de Albuquerque - Temos de nos planejar em tempos de abundância para os tempos de escassez. E olhar para a água como um bem precioso e escasso, indispensável à sobrevivência humana.
Em Singapura, no Japão e na Suíça, a água do esgoto, tratada, é misturada à água comum. É de excelente qualidade. Temos de olhar o esgoto como recurso.

No caso de São Paulo, acha que faltou ao governo do Estado adotar medidas e fazer os investimentos necessários? Acho que sim, e não sou a única. Já falei com vários especialistas aqui no Brasil que dizem exatamente isso. Admito que uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha de ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40% [média do país].

A água deveria ser mais cara? Há modelos de cobrança mais adequados do que o atual? A prioridade tem de ser as pessoas. Quem usa a água para outros fins tem mais poder que os mais pobres, que têm de ter esse direito garantido.

Em muitos países, a água é mais cara para a indústria, a agricultura e o turismo, por exemplo. Deveria haver também um aumento exponencial do preço em relação ao consumo, para garantir que quem consome mais pague muitíssimo mais.

Que exemplos poderiam inspirar os governos? Os EUA multam quem lava o carro em tempos de seca; a Austrália diz aos agricultores que não há água para todos em situações de emergência; e no Japão há sistemas de canalização paralela para reutilizar a água.

Qual é a importância de grandes obras como a transposição do rio São Francisco ou o sistema Cantareira? Por várias razões, há uma atração pelas megaobras nos investimentos feitos em água e esgoto, não só no Brasil. Mas elas, muitas vezes, não beneficiam as pessoas que mais precisam de ajuda. Para isso são necessárias intervenções de pequena escala, que são menos "sexy" de anunciar.

Os lucros da Sabesp hoje são distribuídos aos acionistas. Como a senhora avalia isso diante da crise hídrica? A legislação brasileira determina que uma empresa pública distribua parte do lucro aos acionistas. Mas uma coisa é uma empresa pública que faz parafusos, outra é uma que fornece água, que é um direito humano. As regras deveriam ser diferentes.

O marco normativo dos direitos humanos determina que sejam investidos todos os recursos disponíveis na realização do direito.

No caso de a empresa pública prestar um serviço que equivale a um direito humano, deveria haver maior limitação na distribuição dos lucros aos acionistas.

Em São Paulo, pela perspectiva dos direitos humanos, os recursos deveriam estar sendo investidos para garantir a sustentabilidade do sistema e o acesso de todos a esse direito.

A partir do momento em que parte desses recursos são enviados a acionistas, não estamos cumprindo as normas dos direitos humanos e, potencialmente, estamos face a uma violação desse direito.

Seria o caso de se decretar estado de calamidade pública? A obrigação é garantir água em quantidade suficiente e de qualidade a todos. Como se chega lá são os governantes que devem saber.

A senhora sobrevoou o sistema Cantareira e disse ter visto muitas piscinas no caminho. O que achou disso? A situação é grave. Isso foi algo que me saltou à vista.

Quando aterrissei no Egito para uma missão, tendo ciência da falta de água que existe no país, vi nas zonas ricas do Cairo uma série de casas com piscinas e pessoas lavando carros. Quem tem dinheiro e poder não sente falta de água.

O que talvez seja um pouco diferente na situação de São Paulo é que, pela proporção que a crise tomou, ela poderá atingir pessoas que tradicionalmente não sofrem limitação no uso da água -e isso é interessante.

Que efeito isso pode ter? Pode levar a uma mudança de mentalidade, a uma pressão por parte de formadores de opinião no Estado de São Paulo para que haja melhor planejamento e uma gestão sustentável da água.

Quando os únicos que sofrem com a falta de água são pobres, pessoas que não têm voz na sociedade, as coisas não mudam.

Quando as pessoas que são ameaçadas com a falta de água são as com poder, com dinheiro, com influência, aí as coisas podem mudar, porque eles começam a sentir na pele. Pode ser uma chance para melhorar a situação. As crises são oportunidades.

LUCAS SAMPAIO, DE CAMPINAS   -  31/08/2014 02h15

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1508504-falta-de-agua-e-culpa-do-governo-de-sp-afirma-relatora-da-onu.shtml