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OBRAS NA RETA FINAL

Obras para melhoria no abastecimento de água entram na reta final

Além de novas construções, a Prefeitura realizou reformas nos locais de captação de água e, também, a construção de nova adutora

 

Os moradores de Casimiro de Abreu terão ainda mais qualidade nos serviços de captação, reserva e distribuição de água. Além das obras anunciadas no início de 2015, tanto na sede como nos distritos de Professor Souza e Rio Dourado, foram realizadas reformas nas captações nas localidades Pai João, Ribeirão da Luz e Matumbo. Mais de R$ 2,5 milhões foram investidos pela Prefeitura por meio da autarquia Águas de Casimiro. Cerca de 20 mil pessoas serão beneficiadas diretamente.

 

"São obras que muitas vezes ficam distantes da área urbana ou até mesmo embaixo das vias públicas, por isso, nem todos tomam conhecimento. Entretanto, elas são fundamentais para que possamos cada vez mais  ter qualidade de vida, o que reflete positivamente na saúde dos nossos munícipes", disse o prefeito Antônio Marcos.   

Algumas obras já estão finalizadas e outras apenas recebem os últimos ajustes. Quando todas estiverem prontas, o município aumentará significativamente a capacidade de reserva de água, com a entrega de quatro novos reservatórios que, juntos, passarão dos atuais 480 mil litros para 1,78 milhão de litros. Somente o localizado no bairro Monte Belo, na sede, armazenará um milhão de litros. "O abastecimento poderá ser feito com mais qualidade para toda a cidade, pois vamos aumentar nossa capacidade de armazenamento e, consequentemente, a pressão da água permitirá chegar com mais facilidade nos bairros mais elevados", disse presidente da Águas de Casimiro, Eliezer Crispim. 

 

Está terminando também a construção da autora de 300 milímetros que vai melhorar a capacidade de distribuição da água tratada; bem como a manutenção e reforma das captações no Pai João e no Matumbo, com a construção novos muros de arrimo. Também faz parte dos investimentos a ampliação da elevatória em Professor Souza. 

De acordo com a moradora, Valeska Borges de Oliveira, mesmo no período de seca, o abastecimento do município foi muito bom. "É muito importante saber que a Prefeitura continua promovendo melhorias para que não passemos por problemas futuros", ressaltou.

  

INVESTIMENTOS - Após reduzir o orçamento devido a crise financeira dos royalties, o Poder Executivo espera investir ainda, em 2015, mais R$ 1,5 milhão. Em 2014, Casimiro de Abreu injetou cerca de R$ 3,2 milhões no serviço de água. Já em esgoto, a Prefeitura, juntamente com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa),investiram quase R$ 8 milhões. "Com todo este trabalho, além de prestarmos um serviço de excelência para a população, acredito que vamos aumentar bastante nossa posição do ranking do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), vinculado ao Ministério da Cidades, que avalia os indicadores sociais para eficiência desse tipo de gestão", completou o presidente da Águas de Casimiro. 

Publicado em 25/6/2015

     

NASA FAZ ALERTA QUANTO AOS AQUÍFEROS

 

Lençóis freáticos da Califórnia foram irrigam plantação durante a seca - AP 

Dados da Nasa revelam que o mundo está ficando sem suas principais fontes de água. Informações de satélite mostram que 21 dos 37 maiores aquíferos apresentam redução alarmante. 

POR CESAR BAIMA

RIO - Apesar de aproximadamente 70% da superfície da Terra estarem cobertos de água, só cerca de 2,5% deste precioso composto essencial para a vida existente no planeta consistem em água doce, ou seja, apropriada ao consumo humano e animal e para uso na agricultura e na indústria. Grande parte desta água doce, no entanto, está presa na forma de gelo nas calotas polares e em glaciares ou em enormes e profundos depósitos subterrâneos, conhecidos como aquíferos confinados. Assim, durante milênios, a Humanidade dependeu quase exclusivamente de lagos e rios, que respondem por apenas cerca de 0,0072% de toda a água no planeta, e de poços relativamente rasos, que em geral alcançam só os lençóis freáticos, também conhecidos como aquíferos não confinados, para sobreviver.

Nas últimas décadas, porém, os grandes e profundos aquíferos confinados, até pouco tempo atrás praticamente inacessíveis, começaram a ser usados para suprir diversas necessidades, desde irrigação de plantações até mitigação da sede de uma população crescente. O problema é que em muitos lugares, especialmente em algumas das regiões mais áridas do planeta, o ritmo de retirada de água destes depósitos subterrâneos é bem superior à sua reposição natural. Assim, estas fontes estão começando a secar, colocando em risco a segurança hídrica, e consequentemente a sobrevivência, de bilhões de pessoas.

É isso que mostra agora um estudo que mediu variações no volume de água que estaria guardado nos 37 maiores sistemas aquíferos (somando depósitos confinados e não confinados) da Terra entre 2003 e 2013. De acordo com o levantamento inédito — feito com base em dados sobre pequenas variações na força da gravidade do planeta medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace, da Nasa —, nada menos que 21 destes sistemas passaram do nível sustentável, isto é, parecem ter perdido mais água do que foram recarregados neste período. E em 13 destes, ou mais de um terço do total, a diferença entre a retirada e reposição de água seria tamanha que eles foram classificados como sob grande “estresse”. Para piorar ainda mais o cenário, um segundo estudo que acompanha o primeiro também mostra que não existem dados suficientes para calcular qual o real tamanho destes depósitos subterrâneos de água, o que torna impossível saber exatamente quando e se eles vão se esgotar de fato.

— A situação é bem crítica mesmo — diz Jay Famiglietti, professor da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, e líder de ambos os estudos, publicados nesta quarta-feira no periódico científico “Water Resources Research”. — As medições físicas e químicas disponíveis são simplesmente insuficientes (para saber o volume total dos aquíferos). E dada forma rápida como estamos consumindo as reservas aquíferas do mundo, precisamos de um esforço global coordenado para determinar quanto de água ainda temos nelas.

 

Segundo os dados, os sistemas aquíferos sob maior estresse no mundo são o da Arábia, que fornece água para mais de 60 milhões de pessoas na Península Arábica; o da Bacia do Rio Indo, entre o Noroeste da Índia e o Paquistão, com uma população de alcança centenas de milhões de pessoas; e o da Bacia Murzuk-Djado, no Norte da África — todos localizados em regiões das mais áridas do planeta.

Califórnia ressecada

Outro exemplo do uso descontrolado e excessivo destas reservas subterrâneas de água apontado pelo primeiro estudo está na Califórnia. Já normalmente árida, essa região dos EUA enfrenta uma das maiores secas de sua história, o que levou a um forte aumento na retirada de água de suas reservas subterrâneas tanto para suprir a sua grande população quanto para sua agricultura. 

— Como vemos na Califórnia agora, dependemos muito mais das reservas subterrâneas de água durante secas — destaca Famiglietti. — Assim, quando formos examinar a sustentabilidade dos recursos hídricos de uma região, temos que levar em conta esta dependência. 

Já no Brasil, as bacias da Amazônia e do Maranhão, que incluem o grande aquífero confinado de Alter do Chão, parecem ter ganho volume entre 2003 e 2013, enquanto no também confinado aquífero Guarani, apontado como um dos maiores do tipo na Terra e que se estende para além das fronteiras do país, podendo ser acessado de Uruguai, Paraguai e Argentina, a redução do volume teria sido mínima no período. Mas esta situação pode piorar drasticamente caso vá em frente a ideia de usar a água do Guarani para enfrentar a crise hídrica provocada pela seca dos últimos anos na Região Sudeste, em especial em São Paulo, onde o sistema de abastecimento por águas superficiais, como o Cantareira, está à beira do colapso. 

— O Brasil tem muita disponibilidade de água superficial, então o esgotamento dos aquíferos subterrâneos não é um problema que o país teria que encarar em breve — destaca o hidrólogo brasileiro Augusto Getirana, pesquisador da Universidade de Maryland e do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, ambos nos EUA. — No longo prazo, porém, grandes mudanças climáticas que afetassem a disponibilidade desta água superficial, como na atual seca no Sudeste, podem fazer do uso das reservas subterrâneas de água uma questão importante. 

Getirana, no entanto, afirma que na hora de buscar por fontes de água doce para abastecer pessoas, animais e plantações, não há muitas alternativas a não ser recorrer a estes depósitos subterrâneos. Assim, o especialista espera ver uma continuidade no ritmo de esvaziamento dos sistemas aquíferos nas regiões mais áridas do planeta, o que também poderá provocar a eclosão de conflitos pela água ao redor do mundo. 

— Não há muito o que fazer. Enquanto tivermos populações, criações e plantações ocupando estas regiões, vai haver demanda por água e a solução será sempre buscar esta água subterrânea, mais viável economicamente, mas também de maior impacto ambiental e na segurança hídrica a longo prazo. Mas aí, um grande problema é que estaremos usando algo cujo tamanho não conhecemos, e assim não sabemos quando poderá acabar.

Fonte O Globo, Veja mais: http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/dados-da-nasa-revelam-que-mundo-esta-ficando-sem-suas-principais-fontes-de-agua-16467230

 

Perda de água, um desafio!

Perdas de água: novo estudo mostra as perdas nos sistemas de distribuição, a baixa evolução desses indicadores e os grandes desafios para a solução.

Instituto Trata Brasil avalia as perdas de água no Brasil e nas 100 maiores cidades do país

capa-perdasA crise hídrica que marca algumas regiões do país, notadamente o Sudeste e Nordeste, vem sendo insistentemente discutida entre autoridades, formadores de opinião e sociedade nos últimos meses. Neste sentido, as perdas de água nos sistemas de distribuição existentes nas cidades é um assunto que vem recebendo destaque. Apesar dos indicadores de perdas serem ruins há muito tempo, a escassez de água está dando luz ao tema, o que é muito importante se realmente quisermos dispor de mais água num futuro próximo.

As perdas sempre foram um dos pontos frágeis dos sistemas de saneamento e das empresas que operam esses serviços, independentemente de serem públicas ou privadas. Os dados de perdas no país mostram a fragilidade da gestão de grande parte do setor, ao mesmo tempo em que traz desafios às três esferas governamentais.

Foi com base nesse cenário histórico de baixo avanço na solução para as perdas de água que o Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, lança esse estudo, intitulado, “Perdas de Água: Desafios ao Avanço do Saneamento Básico e à Escassez Hídrica”, e que tem como fundamento os dados mais recentes do Ministério das Cidades, especificamente no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – ano de referência 2013). Em grandes números, os dados do SNIS 2013 mostram que as perdas na distribuição estão em 37% e que as perdas financeiras totais1 estão em 39%.

Se colocarmos em valores, uma perda financeira total de 39% significa que essa percentagem de recursos não entra na receita do setor. A água não faturada pelas empresas foi de 6,53 bilhões de m³ de água tratada, perfazendo perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano. Tais perdas equivalem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013. Na projeção do estudo, se em cinco anos houvesse uma queda de 15% nas perdas no Brasil, ou seja, de 39% para 33%, os ganhos totais acumulados em relação ao ano inicial seriam da ordem de R$ 3,85 bilhões.

A título ilustrativo, o volume total da água não faturada (6,52 bilhões de m3 ) é equivalente à:

• 6,5 vezes a capacidade do Sistema Cantareira2 (1 bilhão de m3 ); ou

• 7.154 piscinas olímpicas perdidas ao dia; ou

• 17,8 milhões de caixas de água de 1.000 litros perdidas por dia.

• A produção de água de 5 anos da cidade de São Paulo e 6 anos do Rio de Janeiro, tendo como referente os valores de 2013.

Veja mais.... 

FONTE: www.tratabrasil.org.br                                                                                                             30/04/2015

 

NOVOS RESERVATÓRIOS DE ÁGUA

Obras dos novos Reservatórios em fase de finalização 

 

Seguem bem adiantadas as obras para reforçar o fornecimento de água em Casimiro de Abreu. Os novos tanques da Sede, dos Distritos de Professor Souza e Rio Dourado logo entrarão em operação. Tanto Professor Souza como Rio Dourado recebem um novo reservatório de 100 mil litros, passando dos atuais 65 mil para 165 mil litros. Esses investimentos estão sendo realizados com recursos da arrecadação da Autarquia Águas de Casimiro e Prefeitura.

 

A Sede, com população estimada em aproximadamente 22 mil habitantes recebe 3 km de novas adutoras de 300 e 200 mm, um reservatório de 100 mil litros no Alto das Palmeiras e outro reservatório de 1 milhão de litros, sendo o último, construído no alto do loteamento Monte Belo. Com as obras a capacidade de armazenamento da sede passará dos atuais 350 mil litros para 1,45 milhões de litros.

Adutoras de 300 e 200 mmAdutoras de 300 e 200 mm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DSC06144 - CópiaNova Elevatória Alto das Palmeiras

Novo Reservatório Alto das PalmeirasNovo Reservatório Alto das Palmeiras

Novo Reservatório Professor SouzaNovo Reservatório de Professor Souza

CRISE HÍDRICA E SOLUÇÕES

ANA discute soluções para crise hídrica em evento para municípios
8/4/2015
Andreu (à dir.) fala sobre crise hídrica no Semiárido e no Sudeste
chamada

Nesta quarta-feira, 8 de abril, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, participou da Arena de Diálogos sobre Soluções Federativas para a Crise Hídrica durante o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), que acontece em Brasília de 7 a 9 de abril.

Durante o debate, Andreu falou sobre a crise hídrica provocada pelas chuvas abaixo da média no Semiárido, no Sistema Cantareira, na bacia do rio Paraíba do Sul e na bacia do rio São Francisco. Sobre o Cantareira, o dirigente apontou que a situação dos reservatórios ainda requer toda atenção, mesmo com as chuvas na região nos últimos meses. “Eu temo que estas chuvas estejam lavando a memória da seca, levando a um certo nível de distanciamento do problema. A crise de abastecimento em relação ao Sistema Cantareira continua muito grave”, afirma.

Para o diretor-presidente da ANA, a crise hídrica deve trazer um aprendizado de modo que a gestão de recursos hídricos seja aperfeiçoada para enfrentar os desafios do atual contexto de eventos críticos frequentes. “Teremos que olhar para o aprendizado desta crise para que possamos não passar novamente por este problema”, destaca.

Segundo Andreu, o domínio das águas superficiais – que a legislação divide entre União, estados e Distrito Federal – deve ser repensado em situações de crise para que a tomada de decisão seja mais ágil. Outro ponto levantado pelo dirigente foi a necessidade de a legislação considerar os impactos econômicos das medidas de restrição do uso das águas em situações de escassez. Conforme o diretor-presidente, um dos usos prioritários previstos na Lei das Águas é o consumo humano, que virou sinônimo de consumo urbano, conceitos diferentes de acordo com Andreu.

O terceiro ponto que deve ser debatido, de acordo com o dirigente, é a necessidade de se aprimorar o processo de regulação no Brasil de forma que ele seja transparente para a sociedade, como no caso da gestão dos reservatórios. “Do jeito que está hoje, ninguém sabe quais são as regras que efetivamente regulam os principais reservatórios brasileiros”, afirma.

Também participaram do debate o coordenador residente do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, que abordou as Metas de Desenvolvimento Sustentável que estão sendo discutidas internacionalmente e que contemplam os recursos hídricos. O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Antônio de Carvalho Pires, falou sobre a importância do saneamento para a saúde dos brasileiros. O prefeito de Uberlândia (MG), Gilmar Machado, fechou o debate apresentando a importância da parceria entre os municípios para a preservação conjunta das águas e das bacias hidrográficas.

Produtor de Água

Das 16h às 18h desta quarta-feira, o coordenador de Implementação de Projetos Indutores da ANA, Devanir dos Santos, participa da mesa sobre Instrumentos da Gestão para a Manutenção de Florestas e Produção de Água. Em sua apresentação intitulada Alternativas para o Enfrentamento da Crise Hídrica e os Desafios Ambientais Urbanos, o coordenador falará sobre o Programa Produtor de Água, iniciativa da ANA que desde 2001 estimula ações de conservação de água e solo em municípios pelo Brasil.

 
Texto:Raylton Alves - ASCOM/ANA
Foto: Raylton Alves / Banco de Imagens ANA