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SUA TARIFA VIRA INVESTIMENTO

Autarquia municipal converte aumento de receitas em investimentos para a população

Mesmo com reajuste do custo operacional, tarifa continua sendo a mais baixa da região

 

 

A Prefeitura de Casimiro de Abreu mostra dados favoráveis relativos a receita e investimentos da Autarquia Águas de Casimiro nos últimos anos. Esses dados foram disponibilizados na última semana e mostram números positivos em relação a anos anteriores.

Entre o anos de 2011 e 2014, a receita da autarquia teve uma evolução de 51%. Esse aumento foi possível graças a recuperação da dívida ativa, combate a perdas e furtos de água e correção do custo operacional.

 

O incremento na receita proporciona melhorias para o tratamento, abastecimento e distribuição de água no município. '' Vimos esse potencial de crescimento como fonte de investimento, visamos sempre aprimorar o atendimento à população. É importante mostramos que com essas ações garantimos ganhos significativos para Casimiro de Abreu'', disse o presidente da Águas de Casimiro, Eliezer Crispim.

 

Mesmo com a correção do custo operacional, Casimiro de Abreu continua com a menor tarifa da região. ''Estou muito satisfeita com o abastecimento de água do município, temos água de qualidade por uma taxa acessível'', declarou a moradora do bairro Centro, Ellen Christina Carvalho de Moraes.

 

INVESTIMENTOS - Como resultado deste incremento, o Poder Executivo espera investir ainda, em 2015, mesmo com a readequação por causa da queda nos repasses de royalties, mais R$ 1,5 milhão. Em 2014, Casimiro de Abreu injetou cerca de R$ 3,2 milhões no serviço de água. Já em esgoto, a Prefeitura, juntamente com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), investiram quase R$ 8 milhões.

Recentemente, a Prefeitura, por meio da Águas de Casimiro, realizou reformas nos locais de captação de água e, também, a construção de nova adutora. Ao mesmo tempo, estão em fase de conclusão as construções dos reservatórios. Quando todos estiverem prontas, o município aumentará significativamente a capacidade de reserva de água, com a entrega de quatro novos reservatórios que, juntos, passarão dos atuais 480 mil litros para 1,78 milhão de litros. 

Publicado em 5/8/2015

OBRAS NA RETA FINAL

Obras para melhoria no abastecimento de água entram na reta final

Além de novas construções, a Prefeitura realizou reformas nos locais de captação de água e, também, a construção de nova adutora

 

Os moradores de Casimiro de Abreu terão ainda mais qualidade nos serviços de captação, reserva e distribuição de água. Além das obras anunciadas no início de 2015, tanto na sede como nos distritos de Professor Souza e Rio Dourado, foram realizadas reformas nas captações nas localidades Pai João, Ribeirão da Luz e Matumbo. Mais de R$ 2,5 milhões foram investidos pela Prefeitura por meio da autarquia Águas de Casimiro. Cerca de 20 mil pessoas serão beneficiadas diretamente.

 

"São obras que muitas vezes ficam distantes da área urbana ou até mesmo embaixo das vias públicas, por isso, nem todos tomam conhecimento. Entretanto, elas são fundamentais para que possamos cada vez mais  ter qualidade de vida, o que reflete positivamente na saúde dos nossos munícipes", disse o prefeito Antônio Marcos.   

Algumas obras já estão finalizadas e outras apenas recebem os últimos ajustes. Quando todas estiverem prontas, o município aumentará significativamente a capacidade de reserva de água, com a entrega de quatro novos reservatórios que, juntos, passarão dos atuais 480 mil litros para 1,78 milhão de litros. Somente o localizado no bairro Monte Belo, na sede, armazenará um milhão de litros. "O abastecimento poderá ser feito com mais qualidade para toda a cidade, pois vamos aumentar nossa capacidade de armazenamento e, consequentemente, a pressão da água permitirá chegar com mais facilidade nos bairros mais elevados", disse presidente da Águas de Casimiro, Eliezer Crispim. 

 

Está terminando também a construção da autora de 300 milímetros que vai melhorar a capacidade de distribuição da água tratada; bem como a manutenção e reforma das captações no Pai João e no Matumbo, com a construção novos muros de arrimo. Também faz parte dos investimentos a ampliação da elevatória em Professor Souza. 

De acordo com a moradora, Valeska Borges de Oliveira, mesmo no período de seca, o abastecimento do município foi muito bom. "É muito importante saber que a Prefeitura continua promovendo melhorias para que não passemos por problemas futuros", ressaltou.

  

INVESTIMENTOS - Após reduzir o orçamento devido a crise financeira dos royalties, o Poder Executivo espera investir ainda, em 2015, mais R$ 1,5 milhão. Em 2014, Casimiro de Abreu injetou cerca de R$ 3,2 milhões no serviço de água. Já em esgoto, a Prefeitura, juntamente com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa),investiram quase R$ 8 milhões. "Com todo este trabalho, além de prestarmos um serviço de excelência para a população, acredito que vamos aumentar bastante nossa posição do ranking do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), vinculado ao Ministério da Cidades, que avalia os indicadores sociais para eficiência desse tipo de gestão", completou o presidente da Águas de Casimiro. 

Publicado em 25/6/2015

     

PROJETO SOCIAL ENTREGA CAIXAS D´ÁGUA

Moradores de Professor Souza são beneficiados com projeto social de entregas de caixas d’água

Selecionados após levantamento social receberam reservatório de 500 litros

 

Além dos investimentos realizados pela Prefeitura de Casimiro de Abreu, por meio da autarquia Águas de Casimiro, para melhorar a captação, distribuição e reserva de água, alguns moradores de Professor Souza estão sendo beneficiados com a entrega de caixas d’água. Nesta terça-feira, dia 14, mais famílias receberam os reservatórios que são importantes para manter o abastecimento das residências.

 

“Com as nossas ações queremos garantir um serviço cada vez melhor e colaborar para o aumento da qualidade de vida dos nossos munícipes, pois a água que bebemos é saúde. Ao mesmo tempo identificamos a falta de caixas d’água em alguns domicílios e promovemos este importante projeto social junto a comunidade”, disse o prefeito Antônio Marcos, presente na entrega dos reservatórios.

 

Uma das beneficiadas foi a moradora Maria Gomes. Segundo ela, há tempos tentava juntar dinheiro para comprar uma caixa d’água, mas os compromissos financeiros do dia a dia não permitiam. “Só tenho a agradecer por ter sido uma das escolhidas. Este reservatório vai ajudar muito a mim e a toda minha família”. Ela reconheceu ainda os investimentos feitos para evitar a escassez de água na localidade. “Tudo que tem sito feito vai fazer uma grande diferença”.

 

O levantamento para identificação das famílias em vulnerabilidade social foi realizado pelos técnicos da Águas de Casimiro em parceria com a secretaria de Assistência Social, por meio do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do distrito. 

 

De acordo com o presidente da autarquia, Eliezer Crispim, a ação social só vai agregar ao trabalho que vem sendo realizado neste segmento.  “Estamos fazendo todos os investimentos necessários para que, em tempo de seca, devido a falta de chuvas, possamos continuar o abastecimento sem problemas. Mantendo o serviço, as pessoas beneficiadas terão onde armazenar a água em suas residências”.

Participaram também da entrega o vice-prefeito, pastor Zedequias da Costa e o vereador Ademilson Amaral da Silva, conhecido como Bitó.

 

INVESTIMENTOS – Desde o início do ano, diversas obras estão sendo executadas. Quando todas estiverem prontas, o município aumentará significativamente a capacidade de reserva de água, com a entrega de quatro novos reservatórios que, juntos, passarão dos atuais 480 mil litros para 1,78 milhão de litros. Eles foram construídos na sede do município, bem como nos distritos de Professor Souza e Rio Dourado.

 

Foram realizadas ainda reformas nas captações nas localidades Pai João, Ribeirão da Luz e Matumbo. Está em fase final ainda a construção da adutora de 300 milímetros que vai melhorar a capacidade de distribuição da água tratada; bem como a manutenção e reforma das captações no Pai João e no Matumbo, com a construção de novos muros de arrimo. Também faz parte dos investimentos a ampliação da elevatória em Professor Souza.

 

Mais de R$ 3,2 milhões foram investidos pela Prefeitura, por meio da autarquia Águas de Casimiro. Cerca de 22 mil pessoas serão beneficiadas diretamente.

Publicado em 15/7/2015

NASA FAZ ALERTA QUANTO AOS AQUÍFEROS

 

Lençóis freáticos da Califórnia foram irrigam plantação durante a seca - AP 

Dados da Nasa revelam que o mundo está ficando sem suas principais fontes de água. Informações de satélite mostram que 21 dos 37 maiores aquíferos apresentam redução alarmante. 

POR CESAR BAIMA

RIO - Apesar de aproximadamente 70% da superfície da Terra estarem cobertos de água, só cerca de 2,5% deste precioso composto essencial para a vida existente no planeta consistem em água doce, ou seja, apropriada ao consumo humano e animal e para uso na agricultura e na indústria. Grande parte desta água doce, no entanto, está presa na forma de gelo nas calotas polares e em glaciares ou em enormes e profundos depósitos subterrâneos, conhecidos como aquíferos confinados. Assim, durante milênios, a Humanidade dependeu quase exclusivamente de lagos e rios, que respondem por apenas cerca de 0,0072% de toda a água no planeta, e de poços relativamente rasos, que em geral alcançam só os lençóis freáticos, também conhecidos como aquíferos não confinados, para sobreviver.

Nas últimas décadas, porém, os grandes e profundos aquíferos confinados, até pouco tempo atrás praticamente inacessíveis, começaram a ser usados para suprir diversas necessidades, desde irrigação de plantações até mitigação da sede de uma população crescente. O problema é que em muitos lugares, especialmente em algumas das regiões mais áridas do planeta, o ritmo de retirada de água destes depósitos subterrâneos é bem superior à sua reposição natural. Assim, estas fontes estão começando a secar, colocando em risco a segurança hídrica, e consequentemente a sobrevivência, de bilhões de pessoas.

É isso que mostra agora um estudo que mediu variações no volume de água que estaria guardado nos 37 maiores sistemas aquíferos (somando depósitos confinados e não confinados) da Terra entre 2003 e 2013. De acordo com o levantamento inédito — feito com base em dados sobre pequenas variações na força da gravidade do planeta medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace, da Nasa —, nada menos que 21 destes sistemas passaram do nível sustentável, isto é, parecem ter perdido mais água do que foram recarregados neste período. E em 13 destes, ou mais de um terço do total, a diferença entre a retirada e reposição de água seria tamanha que eles foram classificados como sob grande “estresse”. Para piorar ainda mais o cenário, um segundo estudo que acompanha o primeiro também mostra que não existem dados suficientes para calcular qual o real tamanho destes depósitos subterrâneos de água, o que torna impossível saber exatamente quando e se eles vão se esgotar de fato.

— A situação é bem crítica mesmo — diz Jay Famiglietti, professor da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, e líder de ambos os estudos, publicados nesta quarta-feira no periódico científico “Water Resources Research”. — As medições físicas e químicas disponíveis são simplesmente insuficientes (para saber o volume total dos aquíferos). E dada forma rápida como estamos consumindo as reservas aquíferas do mundo, precisamos de um esforço global coordenado para determinar quanto de água ainda temos nelas.

 

Segundo os dados, os sistemas aquíferos sob maior estresse no mundo são o da Arábia, que fornece água para mais de 60 milhões de pessoas na Península Arábica; o da Bacia do Rio Indo, entre o Noroeste da Índia e o Paquistão, com uma população de alcança centenas de milhões de pessoas; e o da Bacia Murzuk-Djado, no Norte da África — todos localizados em regiões das mais áridas do planeta.

Califórnia ressecada

Outro exemplo do uso descontrolado e excessivo destas reservas subterrâneas de água apontado pelo primeiro estudo está na Califórnia. Já normalmente árida, essa região dos EUA enfrenta uma das maiores secas de sua história, o que levou a um forte aumento na retirada de água de suas reservas subterrâneas tanto para suprir a sua grande população quanto para sua agricultura. 

— Como vemos na Califórnia agora, dependemos muito mais das reservas subterrâneas de água durante secas — destaca Famiglietti. — Assim, quando formos examinar a sustentabilidade dos recursos hídricos de uma região, temos que levar em conta esta dependência. 

Já no Brasil, as bacias da Amazônia e do Maranhão, que incluem o grande aquífero confinado de Alter do Chão, parecem ter ganho volume entre 2003 e 2013, enquanto no também confinado aquífero Guarani, apontado como um dos maiores do tipo na Terra e que se estende para além das fronteiras do país, podendo ser acessado de Uruguai, Paraguai e Argentina, a redução do volume teria sido mínima no período. Mas esta situação pode piorar drasticamente caso vá em frente a ideia de usar a água do Guarani para enfrentar a crise hídrica provocada pela seca dos últimos anos na Região Sudeste, em especial em São Paulo, onde o sistema de abastecimento por águas superficiais, como o Cantareira, está à beira do colapso. 

— O Brasil tem muita disponibilidade de água superficial, então o esgotamento dos aquíferos subterrâneos não é um problema que o país teria que encarar em breve — destaca o hidrólogo brasileiro Augusto Getirana, pesquisador da Universidade de Maryland e do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, ambos nos EUA. — No longo prazo, porém, grandes mudanças climáticas que afetassem a disponibilidade desta água superficial, como na atual seca no Sudeste, podem fazer do uso das reservas subterrâneas de água uma questão importante. 

Getirana, no entanto, afirma que na hora de buscar por fontes de água doce para abastecer pessoas, animais e plantações, não há muitas alternativas a não ser recorrer a estes depósitos subterrâneos. Assim, o especialista espera ver uma continuidade no ritmo de esvaziamento dos sistemas aquíferos nas regiões mais áridas do planeta, o que também poderá provocar a eclosão de conflitos pela água ao redor do mundo. 

— Não há muito o que fazer. Enquanto tivermos populações, criações e plantações ocupando estas regiões, vai haver demanda por água e a solução será sempre buscar esta água subterrânea, mais viável economicamente, mas também de maior impacto ambiental e na segurança hídrica a longo prazo. Mas aí, um grande problema é que estaremos usando algo cujo tamanho não conhecemos, e assim não sabemos quando poderá acabar.

Fonte O Globo, Veja mais: http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/dados-da-nasa-revelam-que-mundo-esta-ficando-sem-suas-principais-fontes-de-agua-16467230